Babaji's Kriya Yoga
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A Sadhana da vida

Por Durga Ahlund

O Kriya Yoga de Babaji significa “Ação com Consciência” e é um método que nos permite conhecer a verdade de nosso ser. Paramahansa Yogananda disse-nos que o Kriya Kundalini Pranayama pode acelerar o progresso natural da Consciência Divina nos seres humanos. A sadhana do Kriya Yoga é uma sadhana de “ação com consciência”, e essa consciência tem enorme potencial. É bom que façamos tudo com o desejo de que o corpo, o espírito, o coração e a vontade alinhem-se com nossa alma na aspiração de se purificar e de se aperfeiçoar. Nossa sadhana não e simplesmente uma coleção de 144 exercícios físicos et mentais ou práticas espirituais. Não é um passa-tempo – é uma absorção no Ser Divino. É a maneira pelo qual nosso corpo inteiro vive. O mental, o coração, a alma e a vontade alinham-se com a aspiração de se purificar e de se aperfeiçoar, com a rejeição de desejos do ego e em direção a um abandono total, com o objetivo de viver para servir à Verdade. Vivendo para servir à Verdade, nosso Uoga pode nos oferecer uma vida com mais expansão e profundidade, que não pode ser afetada pelos altos e baixos das circunstâncias exteriores. O Kriya Yoga não nos exclui a vida, mas nos pede para aceitá-la com todas as manifestações exteriores, prazerosas ou dolorosas. A sadhana do Kriya Yoga vê o mundo exterior como a manifestação exterior do Divino e o utiliza como nosso campo pessoal de sadhana. É através da vida que conhecemos a Verdade sobre nós mesmos.

O campo de nossa vida pessoal é nossa sadhana pessoal. Nossa sadhana está contida no seio das experiências de nossa vida. O domínio através do qual podemos, mais facilmente, conduzir-nos ao abandono em nossas experiências de vida. É através das experiências de nossa vida que somos capazes de crescermos. Nossa alma extrai seu “sumo” (rasa) das experiências da vida. É a partir do rasa, a essência das experiências intensas da nossa vida exterior, que construímos uma personalidade que é atraída em direção à Consciência Divina. O roteiro do Kriya Yoga sugere que devemos viver no mundo, com o objetivo de se observar, de se purificar e de realizar o Divino em si. Não se trata de se liberar do mundo, mas de se liberar estando no mundo. A renúncia externa não é necessária para que atinjamos o objetivo, pois é no mundo que somos testados por nossos apegos, aversões e desejos. A verdadeira renúncia é a pureza, é a renúncia na consciência e uma renúncia do ego, um abandono da sensação de “eu” e de “meu” vem do coração. A verdadeira renúncia é um estado interior de conquista dos pensamentos, desejos e preferências, estando no mundo. O mundo é nosso verdadeiro campo de sadhana, que nos expõe às tentações, lições e guias variados. Ao menos que sejamos confrontados com nossa personalidade limitada, como a verdade poderá ser revelada? No mundo, desenvolvemos apegos, aversões e desejos. Nossa sadhana revela-nos a Verdade.

O mundo oferece-nos tanto amor, que nos traz alegria. Ele nos traz, também, beleza e maravilhas. Nossa sadhana de Kriya Yoga pode ajudar-nos a ver o amor, a maravilha e a beleza, estar presente em cada momento da vida, mesmo nos momentos de pior sofrimento. Não deve haver distinção essencial entre aquilo que identificamos como nossa sadhana e aquilo que chamamos de nossa vida. Todas nossas ações devem ser ofertadas para serem transformadas o Fogo Divino do Yoga. Na qualidade de Kriya Yogues, devemos assumir o papel de servidores com a maior sinceridade, de tal maneira que todas nossas ações venham do Divino em nosso ser. Para viver no mundo, como crianças do Divino, é a Consciência que devemos conquistar.

Gostaria de dividir com vocês uma de minhas experiências pessoais, que me permitiu ver com clareza tudo aquilo que acabei de expor. Isso deu-se num encontro com uma Criança Divina, que irradiava beleza e maravilhas espirituais. Seguidamente, a beleza exterior é uma mistura de poder vital e magnetismo, não tendo nenhum poder espiritual. A luz da natureza vital é brilhante, branca e fria. Eu a vi antes de tudo. A beleza espiritual é charmosa e doce, possuindo um poder de transformação mais intenso que qualquer beleza física jamais teve. Mesmo com uma deformidade física, uma pessoa de beleza espiritual nos fará sentir uma atração muito forte.

Imagine um jovem homem, de uns vinte anos, com um corpo estropiado, paraplégico, extremamente magro – seu corpo inteiro necessitando de ajuda. Imagine um jovem homem incapaz de se alimentar sozinho. Sua mãe deverá levantar-lhe de sua cadeira de rodas e sentar-lhe sobre seus joelhos para alimentar-lhe de uma prato que dividem. Todas as manhãs, por dez dias, enquanto hospedada em um ashram na Índia, eu via a ambos no café da manhã, a mãe, cuja idade assemelhava-se a minha, segurando a alimentando seu filho, que regulava de idade com meu filho, como se fosse uma criança. E uma constante sorriso podia notar-se em seus rostos, como se possuem um dos mais belos segredos. Sentia-me tão atraída por ambos, que ia à cantina Oeste, particularmente cedo, para poder tomar meu café da manhã perto de ambos. Sentava-me à mesma mesa, distante várias cadeiras, a fim de não lhes incomodar.

O amor e a devoção que essas duas pessoas sentiam entre si preenchia o espaço em torno deles e eu, nele, sentia-me absorvida. Era uma experiência espiritual para mim. Era como se me banhasse ao sol ou em um lago de pureza cristalina. Esse homem era tão disforma fisicamente, que seus braços e pernas eram retorcidos, e ele falava de uma maneira que me era impossível de compreender de onde estava sentada, e, no entanto, havia algo de tão maravilhoso em sua presença, algo que me atraia e me chamava. Todas as manhãs, sentava-me à sua mesa, perto o suficiente para poder observar, com o canto dos olhos, o ritual entre a mãe e o filho. Não chegamos nunca a conversar ou conhecer-nos. Nem o rapaz nem sua mãe olharam em minha direção. Na manhã do último dia no ashram, no retorno da meditação, senti algo que me puxava pelo ombro com se quisesse me forçar a virar. Via-se o mais belo arco-íris duplo – eram dois arco-íris, um sobre o outro, separados e completos. A cerca de 50 metros atrás de mim, encontrava-se o jovem homem, em sua cadeira de rodas, com sua mãe. Eles notaram que eu olhava alguma coisa atrás deles e, então, olharam para trás. Ficamos imersos nesse arco-íris por um bom tempo, pois, quando olhei em volta de mim, cerca de cem pessoas estavam em pé, absorvidas no milagre do céu. Quando estava ao ponto de voltar para continuar a me dirigir ao meu quarto e fazer as malas, o jovem homem virou-se em minha direção, e sua mãe girou sua cadeira de rodas em minha direção também, e eu absorvi-me no mais maravilhoso sorriso que eu já tinha visto. Hoje, lembro-me, claramente, da beleza desse jovem homem. Uma irradiação pura e cristalina emanava dele. Rapidamente, tornou-se claro que a verdadeira “beleza” é produto de ananda, o êxtase, a alegria suprema, e ananda era a essência desse homem. É a luz branca de Deus, quente e reconfortante, uma verdadeira expressão da alegria da alma.

Todos os direitos reservados: Sr. Govindan Satchidananda, de Setembro de 2005

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